O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou cartas a 24 países e à União Europeia (UE) ameaçando impor tarifas mais altas caso não fechem acordos comerciais até 1º de agosto. As taxas variam em relação às anunciadas em abril, quando Trump apresentou um plano de tarifas “recíprocas”. Desde então, a maioria dos países já enfrenta tarifa mínima de 10% sobre importações, além de outras medidas setoriais.
Para o Brasil, a tarifa anunciada foi de 50%, afetando importações de petróleo, produtos de ferro, café e suco de fruta. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, mencionou a possibilidade de acionar a lei de reciprocidade econômica, destacando que os EUA tiveram superávit comercial de mais de US$ 410 bilhões com o Brasil nos últimos 15 anos.
A União Europeia enfrentará uma tarifa de 30%, que afetará medicamentos, automóveis, aeronaves, produtos químicos, instrumentos médicos e bebidas alcoólicas. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, criticou as tarifas, ressaltando o impacto negativo nas cadeias de suprimento e a disposição da UE para negociar ou aplicar contramedidas se necessário.
O México, vizinho dos EUA, verá a tarifa subir para 30%, impactando veículos, peças automotivas, petróleo, caminhões, computadores e produtos agrícolas. Esta medida evidencia a estratégia de Trump de pressionar por acordos comerciais mais favoráveis aos interesses norte-americanos.

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