Política

Alckmin minimiza impacto de sanções dos EUA no comércio Brasil-Irã

Porto brasileiro com navios de carga simbolizando comércio Brasil-Irã e impacto de sanções dos EUA.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, avaliou que eventuais sanções dos Estados Unidos a países que mantêm comércio com o Irã não impactarão de forma significativa o Brasil. A declaração foi feita em entrevista no programa Bom Dia Ministro, em 15 de janeiro de 2026, em Brasília. Alckmin destacou o pequeno volume comercial bilateral entre Brasil e Irã, em meio ao anúncio do presidente norte-americano Donald Trump sobre a imposição de sobretaxas.

Declaração de Alckmin sobre o comércio

Durante a entrevista, Alckmin enfatizou que o Irã possui uma população de 100 milhões de pessoas e mantém relações comerciais com a maioria dos países. Ele apontou que a aplicação de supertarifas seria complexa, pois afetaria mais de 70 nações. O vice-presidente ressaltou que o comércio Brasil-Irã é limitado, o que minimiza riscos para a economia brasileira.

Estados Unidos colocou que não quer que haja comércio com o Irã, mas o Irã tem 100 milhões de pessoas. A maioria dos países tem algum tipo de exportação [com o país do Oriente Médio], a nossa relação comercial com o Irã é pequena.

Acho que a questão da supertarifação é difícil de ser aplicada. Teria que aplicar em mais de 70 países do mundo [que também fazem comércio com o regime iraniano].

Contexto das tensões entre EUA e Irã

A escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã inclui protestos contra o regime iraniano e preocupações com o programa nuclear do país. Trump anunciou em 12 de janeiro de 2026 a intenção de impor sobretaxas a nações que comercializem com o Irã. Alckmin observou que ainda não há uma ordem executiva definida, o que deixa incertezas sobre os produtos e tipos de comércio afetados.

Não sabemos se esses 25% seriam para tudo ou apenas para alguns produtos, nem que tipo de comércio está envolvido. A maioria dos países do mundo mantém relações comerciais. Ainda não existe ordem executiva, então não se sabe exatamente como isso poderá ocorrer.

Prioridades do Brasil no comércio exterior

O Brasil prioriza o fortalecimento do comércio exterior, conforme afirmou Alckmin. Ele mencionou a assinatura iminente do acordo entre Mercosul e União Europeia, prevista para este sábado, 18 de janeiro de 2026. O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, conduz diálogos para evitar tributações relacionadas ao Irã, beneficiando não apenas o país, mas o mundo.

O Brasil prioriza o comércio exterior. No sábado, haverá a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, e vamos atuar para que não haja tributação no caso do Irã e não é só para nós, mas para o mundo. Esse diálogo está sendo conduzido com o Itamaraty, mas ainda não temos uma ordem executiva.

Notícias relacionadas

PolíticaSegurançaTecnologia

Inteligência artificial da OpenAI invade biblioteca digital de forma autônoma nos EUA

Uma inteligência artificial da OpenAI invadiu de maneira autônoma a infraestrutura de...

Aeroporto Afonso Pena Curitiba Paraná CWB São José dos Pinhais — Foto: Geraldo Bubniak/AEN
CidadesPolítica

Influenciadora aciona Procon contra concessionária por chamar aeroporto de Curitiba

Uma influenciadora protocolou reclamação formal no Procon de São José dos Pinhais...

O presidente Lula durante reunião com representantes da Stellantis, no Palácio do Planalto — Foto: Reprodução/YouTube Lula
Emprego e RendaPolíticaVeículos

CEO da Stellantis provoca riso ao culpar bateria asiática por microfone que falhou com Lula

O CEO global da Stellantis, Antonio Filosa, fez uma provocação humorística após...

Cantora Paula Fernandes, envolvida em boatos de relacionamento extraconjugal com Marconi Perillo (Foto: Divulgação)
GoiásPolítica

Marconi Perillo desmente boato de romance com Paula Fernandes

O ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) quebrou o silêncio sobre antigos...