Saúde

Estudo revela queda na adesão ao pré-natal no Brasil e desigualdades em grupos vulneráveis

© Agência Brasil/Marcello Casal Jr./Arquivo
© Agência Brasil/Marcello Casal Jr./Arquivo

Um estudo divulgado em 13 de abril de 2026 revela uma queda progressiva na cobertura de consultas pré-natal no Brasil, com base em mais de 2,5 milhões de nascimentos registrados no Sinasc em 2023. Embora 99,4% das grávidas realizem pelo menos uma consulta, a adesão cai para 78,1% na sétima, afetando especialmente grupos vulneráveis como indígenas, adolescentes, mulheres de baixa escolaridade e residentes na Região Norte. Pesquisadores do ICEH/UFPel e da Umane, incluindo Luiza Eunice e Evelyn Santos, destacam desigualdades sociais e regionais como principais agravantes.

Desigualdades socioeconômicas e regionais

A análise aponta que fatores como baixa escolaridade, origem étnica e localização geográfica influenciam diretamente a continuidade do pré-natal. Grávidas indígenas e do Norte enfrentam as maiores barreiras, com cobertura inferior em comparação ao Sul e Sudeste, onde os índices são melhores. Além disso, o racismo estrutural e a falta de transporte contribuem para essa disparidade, limitando o acesso a serviços de saúde essenciais.

Fatores que impactam a adesão

A pesquisa identifica a ausência de vínculo com profissionais de saúde como um obstáculo chave para o retorno das gestantes às consultas. Desigualdades sociais agravam o problema, tornando o pré-natal inadequado para populações vulneráveis. Os autores enfatizam que o sistema de saúde precisa ser proativo para mitigar esses desafios e garantir equidade no atendimento.

Chamado para ação e recomendações

Os especialistas defendem uma abordagem inclusiva para melhorar a navegação das gestantes no sistema de saúde.

É esse apoio, esse vínculo, essa captação ativa dessa gestante que vai melhorar a navegação dela para ela retornar às consultas.
diz Luiza Eunice. Já Evelyn Santos reforça a necessidade de equidade:
Independentemente de onde moram, de cor de pele, de escolaridade, nós temos que ser capazes de fornecer o mesmo pré-natal, adequado, a todas as mulheres e não esperar que a pessoa tenha escolaridade mais elevada to buscar mais ativamente seu pré-natal e o sistema ser mais proativo com essas populações. É isso que faz toda a diferença: ver toda a população e essas vulnerabilidades como um chamado para a ação.
Essas perspectivas destacam a urgência de ações para reduzir desigualdades e promover um pré-natal acessível a todas.

Notícias relacionadas

Saúde

Jovem de 17 anos e 170 kg recebe injeções de GLP-1 antes de cirurgia bariátrica em Nápoles

Um jovem de 17 anos chamado Salvatore, residente em Ponticelli nos arredores...

Saúde

Morte de jovem por falta de insumos expõe crise no sistema de saúde paraguaio

A crise no sistema de saúde paraguaio volta ao centro das atenções...

Saúde

Hospital e Maternidade Dona Iris capacita equipes em precauções para prevenção de infecções

O Hospital e Maternidade Dona Iris (HMDI) realizou um treinamento sobre Precauções...

Morte de músico Diogo Nascimento em Goiânia, Goiás, causa comoção — Foto: Reprodução/Instagram de Diogo Nascimento
CulturaSaúde

Morre aos 41 anos o cantor gospel Diogo Nascimento vítima de aplasia medular

O cantor gospel Diogo Nascimento faleceu aos 41 anos no dia 20...