Uma startup brasileira fundada em janeiro de 2025 em São Paulo apresentou uma solução que pode transformar o uso de robôs em ambientes reais. A BotBot desenvolveu o BotBrain, um módulo de IA que atua como cérebro para robôs humanoides, quadrúpedes ou com rodas, permitindo que interpretem o ambiente por meio de câmeras e sensores e executem tarefas de forma autônoma. O projeto foi mostrado ao público em maio durante a São Paulo Innovation Week e já desperta interesse de empresas dos setores de segurança e indústria.
Processamento em tempo real e comandos em português
O BotBrain processa dados continuamente para tomar decisões, evitar obstáculos e compreender comandos falados em português. Em vez de programar cada movimento, o usuário pode simplesmente indicar a ação desejada e o robô avalia o contexto para agir de maneira adequada. Essa capacidade supera a limitação dos robôs convencionais, que dependem de sequências fixas de movimentos.
Aplicações práticas em segurança e inspeções
Empresas clientes já avaliam o uso do módulo em rondas patrimoniais, detecção de vazamentos de gás e identificação de princípios de incêndio, além de verificar se funcionários utilizam equipamentos de proteção. A tecnologia permite que os robôs circulem de forma independente e gerem alertas em tempo real, ampliando a eficiência operacional.
Ultimamente, a gente tem visto muito robô por aí. Eles fazem dancinhas e várias coisas diferentes. Mas, quando pensamos em aplicações para a indústria ou para a vida real, ainda falta utilidade prática. Usando IA, o BotBrain [nome do "cérebro"] é o que realmente deixa o robô mais útil e funcional.
Danielle Santos
A chefe de projetos da BotBot, Danielle Santos, destaca que a ferramenta marca o início de uma mudança maior no Brasil, onde robôs deixarão de ser curiosidade para se tornarem ferramentas de trabalho efetivas.
