Ativistas do Movimento Nacional pelo Fim das Exportações de Animais Vivos realizaram um protesto no domingo, 14 de junho de 2026, em frente ao Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista, para denunciar os maus-tratos sofridos pelos animais durante o transporte vivo e cobrar o fim dessa prática comercial.
Denúncias de crueldade no transporte
O ato público reuniu manifestantes que destacaram os impactos ambientais, sanitários e econômicos da exportação de animais vivos. A ativista Patrícia Aguiar afirmou que a iniciativa busca chamar atenção para os sofrimentos intrínsecos desde a saída das fazendas até o abate no Oriente Médio. Ela enfatizou que a proposta não visa acabar com o agronegócio, mas apenas com a crueldade envolvida.
A gente não quer acabar com o agronegócio. O que a gente quer acabar é com essa crueldade que acontece com os animais. Nas exportações, os animais passam por maus-tratos intrínsecos, desde a saída das fazendas até o final deles, que é no Oriente Médio, com o abate. O que a gente quer é acabar com as exportações dos animais vivos. Quer exportar? Exporte carne congelada.
Patrícia Aguiar
Impactos ambientais e riscos sanitários
Aguiar relatou que os animais viajam em caminhões fechados por cinco ou seis dias, em pé sobre piso escorregadio devido a dejetos, chegando muitas vezes com patas quebradas aos portos. Além disso, ela apontou que a prática fere a Constituição e já causou acidentes graves, como o naufrágio de um navio no Pará em 2015 com cinco mil bois.
Projetos de lei em tramitação
Cinco projetos de lei aguardam votação no Congresso. O mais avançado é o Projeto de Lei 3093/2021, que tramita no Senado e propõe o fim total da exportação de animais vivos. Os manifestantes pedem urgência na aprovação para encerrar uma atividade considerada antiética e inconstitucional.
