Consumidores nos Estados Unidos e no Reino Unido estão acumulando suplementos alimentares em quantidades excessivas, o que tem gerado alertas de especialistas sobre riscos como cálculos renais, lesões hepáticas e problemas gastrointestinais. Uma pesquisa recente do Which? revela que o marketing digital, incluindo anúncios em redes sociais e produtos enviados gratuitamente a influenciadores, estimula esse hábito sem orientação médica. O desejo de otimizar a saúde impulsiona o consumo, embora especialistas reforcem que suplementos não substituem uma alimentação adequada.
Impactos do consumo excessivo de suplementos
A prática de tomar múltiplos suplementos simultaneamente tem se espalhado entre o público adulto, especialmente em cidades como Seattle. Influenciadores promovem o uso diário de vitaminas e minerais por meio de postagens patrocinadas, o que leva muitos consumidores a ignorar possíveis interações e efeitos colaterais. Como resultado, casos de lesões hepáticas e desconfortos gastrointestinais têm aumentado em consultórios médicos.
Experiência relatada por Ginger Smith
Eu tomava altas doses de vitamina C, vitamina D, cúrcuma, um suplemento especial para diminuir o inchaço e bebia regularmente água com eletrólitos
Ginger Smith
Ginger Smith começou a consumir suplementos há três anos e recentemente recebeu o diagnóstico de um cálculo renal. Ela descreveu sua surpresa ao descobrir o tamanho da pedra: “Eu estava um pouco preocupada, mas não esperava que me dissessem que eu tinha uma pedra nos rins enorme.” O caso ilustra como o acúmulo de produtos pode gerar consequências inesperadas.
Alertas de nutricionistas sobre hábitos atuais
Alguns estão começando a pensar que tomar uma pílula é melhor do que comer. Não é.
Nutricionista
Profissionais de nutrição alertam que suplementos devem ser usados apenas sob supervisão, pois o exagero não melhora o bem-estar e pode prejudicar órgãos vitais. Eles recomendam priorizar alimentos integrais e consultar médicos antes de iniciar qualquer regime de suplementação. Essa orientação visa reduzir os casos de complicações evitáveis relatados nos últimos meses.
