O Itaú anunciou que seus funcionários em modelo híbrido deverão comparecer ao escritório três vezes por semana a partir de 2028, elevando a exigência atual de oito dias presenciais por mês. A mudança ocorre de forma gradual para permitir que os colaboradores reorganizaram a vida pessoal e familiar, conforme orientação da instituição. A decisão reflete preocupações dos gestores com a produtividade no trabalho remoto, apontadas por 76% dos entrevistados em pesquisa da Mercer Brasil.
Motivos para o ajuste no modelo híbrido
A insegurança em relação à produtividade remota e os desafios na gestão da cultura organizacional motivam a medida adotada pelo Itaú. O excesso de reuniões virtuais também contribui para a revisão das políticas internas. Outras instituições financeiras, como o Nubank, já sinalizam tendências semelhantes de retorno ao presencial em escritórios de São Paulo.
Reação dos funcionários e sindicatos
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região acompanha as discussões sobre o novo formato de trabalho no Itaú. Os gestores de empresas em geral citam a necessidade de equilíbrio entre flexibilidade e resultados como fator central nas mudanças. A implementação a partir de 2028 oferece tempo para adaptação dos profissionais afetados.
Consolidação do retorno ao presencial
A medida do Itaú integra um movimento mais amplo de grandes empresas que reforçam a presença física nos escritórios. O planejamento inclui suporte para que os funcionários ajustem rotinas sem prejuízos imediatos. Especialistas destacam que o modelo híbrido mais rígido busca fortalecer a colaboração interna sem eliminar totalmente o trabalho remoto.
