Um virologista americano de 54 anos desenvolveu em casa uma cerveja que, segundo suas pesquisas, funciona como vacina ao gerar anticorpos contra patógenos após o consumo. Chris Buck, do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, realizou o experimento no porão de sua residência durante a pandemia de covid-19, modificando leveduras para produzirem a proteína spike do coronavírus.
A origem da inspiração
A ideia surgiu quando Buck notou semelhança entre a proteína spike do coronavírus e uma proteína presente no lúpulo usado na fabricação de cerveja. Essa observação levou o especialista a explorar a possibilidade de integrar a proteína viral ao processo de fermentação. O projeto permaneceu restrito ao ambiente doméstico e utilizou técnicas de modificação genética aplicadas diretamente às leveduras.
O processo de modificação genética
Buck alterou geneticamente as leveduras de cerveja para que produzissem a proteína spike durante a fermentação. Ao ingerir a bebida, o consumidor entraria em contato com a proteína, o que estimularia a produção de anticorpos. O método foi testado em voluntários que consumiram a cerveja produzida no porão da casa do virologista, sem que detalhes adicionais sobre dosagens ou efeitos colaterais tenham sido divulgados.
Avaliação em voluntários
Os testes envolveram voluntários que avaliaram a bebida durante o período pandêmico. Embora os resultados iniciais sugiram a geração de anticorpos, o experimento não substitui vacinas convencionais aprovadas por órgãos reguladores. A iniciativa destaca o interesse em abordagens alternativas de imunização, mas permanece como um projeto experimental sem aplicação clínica comprovada.
