Um estudo publicado em junho de 2026 por pesquisadores da Universidade de Trento, em colaboração com instituições da Espanha e da Itália, revelou que pessoas que moram juntas compartilham significativamente mais cepas bacterianas orais e intestinais do que indivíduos de domicílios diferentes. A análise envolveu 808 participantes e 1.644 amostras pareadas de saliva e fezes, destacando o papel do beijo na transmissão oral entre casais. Os resultados reforçam como a convivência diária influencia a microbiota humana de forma mensurável.
Os cientistas utilizaram a ferramenta StrainPhlAn para identificar cepas específicas compartilhadas entre coabitantes. Os dados mostraram maior troca de bactérias na saliva entre parceiros românticos, atribuída diretamente ao contato oral frequente. Já no intestino, a similaridade foi mais associada à rotina compartilhada de alimentação e ambiente.
Metodologia aplicada no estudo
A pesquisa coletou amostras em domicílios variados para comparar pares de coabitantes com controles de lares distintos. Essa abordagem permitiu isolar o efeito da convivência sobre a composição bacteriana. Os achados foram consistentes em diferentes grupos etários e regiões geográficas analisadas.
Principais descobertas sobre transmissão
Os casais apresentaram as maiores taxas de compartilhamento oral, enquanto a microbiota intestinal mostrou padrões mais estáveis entre todos os moradores da mesma casa. O estudo não identificou riscos à saúde relacionados a essa troca, mas esclarece mecanismos de colonização bacteriana no dia a dia.
Impactos para pesquisas futuras
Os resultados abrem caminho para investigações sobre como hábitos cotidianos moldam a saúde microbiana. Novas análises poderão explorar se essas trocas influenciam respostas imunes ou digestivas ao longo do tempo.
