Ana Carolina Godói foi diagnosticada com câncer de mama HER2 positivo em estágio 3 aos 32 anos e, dez anos depois, vive em remissão completa. Aos 42 anos, ela superou oito sessões de quimioterapia, cirurgia, trinta sessões de radioterapia e medicação contínua. Durante o tratamento, médicos recomendaram caminhadas e musculação para reduzir efeitos colaterais, e ela manteve os treinos mesmo com dor. Hoje, realiza exames anuais, corre meias-maratonas e executa flexões sem apoio, enquanto seu filho tem 15 anos.
A trajetória de tratamento e recuperação
Após o diagnóstico por volta de 2016, Ana Carolina iniciou o tratamento oncológico padrão e, paralelamente, adotou atividade física orientada. Começou com caminhadas na esteira e exercícios de força, inclusive no braço afetado pela cirurgia. A rotina de musculação ajudou a aliviar dores nas pernas causadas pelas injeções e contribuiu para a manutenção da mobilidade durante todo o período. Dez anos depois, os resultados mostram não apenas a remissão da doença, mas também uma qualidade de vida elevada.
Estudo de 2026 reforça benefícios do treino de força
Uma pesquisa publicada em 2026 na revista Cancers indica que o treino de força pode reverter parte do envelhecimento do sistema imunológico provocado pela doença e pelo tratamento. Os achados sugerem que exercícios resistidos realizados durante e após o câncer de mama podem melhorar a resposta imune de pacientes. No caso de Ana Carolina, a prática contínua de musculação coincide com os dados do estudo, que reforçam a recomendação médica de incluir atividade física no plano terapêutico.
Eu tomava injeção na coxa, sentia uma dor insuportável nas pernas, e eles me mandavam caminhar, fazer musculação
Ana Carolina Godói
