A Anvisa emitiu um alerta reforçando que a soroterapia deve ser restrita a casos clínicos específicos com deficiências diagnosticadas. Não há evidências científicas de benefícios para pessoas saudáveis, e o excesso de vitaminas pode causar danos ao fígado e aos rins. O comunicado da agência responde ao aumento de procedimentos impulsionados por redes sociais, que prometem energia extra, imunidade reforçada e efeito detox sem comprovação.
Riscos do uso indiscriminado de vitaminas intravenosas
Profissionais de saúde e o Ministério da Saúde reforçam que a administração intravenosa de nutrientes fora de indicações médicas precisas expõe pacientes a complicações desnecessárias. A Anvisa destacou a ausência de estudos que validem os efeitos divulgados em perfis de influenciadores. Pessoas saudáveis que buscam o procedimento por recomendação de redes sociais correm riscos evitáveis ao sobrecarregar órgãos como fígado e rins.
Popularização sem base científica no Brasil
A prática ganhou visibilidade após promessas de rejuvenescimento e fortalecimento imunológico compartilhadas amplamente em plataformas digitais. A Anvisa esclarece que tais alegações não possuem respaldo em evidências clínicas e que o uso deve seguir protocolos rigorosos. Profissionais orientam que apenas indivíduos com diagnósticos confirmados de deficiências nutricionais devem receber o tratamento.
Orientação para pacientes e profissionais
O alerta da agência visa proteger a população de intervenções sem indicação real e incentiva a consulta médica antes de qualquer procedimento. A recomendação é que clínicas e profissionais sigam as normas vigentes para evitar complicações. O Ministério da Saúde acompanha a divulgação de informações precisas para reduzir a procura motivada por tendências virtuais.
