A atuação de cibercriminosos está cada vez mais organizada e os dados de Goiás comprovam a dificuldade da gestão Daniel Vilela em lidar com a ameaça. Segundo o Anuário de Segurança Pública 2026, as fraudes eletrônicas no estado aumentaram 20,2% no último ano, saltando de 4.733 para 5.691 registros anuais (16 por dia).
A taxa desse cibercrime específico foi de 64,4 para 76,7 por 100 mil habitantes. Embora abaixo da média nacional de fraudes eletrônicas (246,2), o quadro geral de estelionatos coloca Goiás como o sétimo estado mais afetado do país. Foram 79.850 golpes no total em 2025, uma média de 219 por dia.
No Brasil, os crimes cibernéticos e de estelionato explodiram 429,8% desde 2018, chegando a 2,26 milhões em 2025. O grande entrave atual é a subnotificação aliada à impunidade estrutural: mais de 97% dos casos reportados às polícias não avançam para o Poder Judiciário.
