Empresas de segurança estão implementando sistemas de policiamento preditivo com inteligência artificial em câmeras para identificar comportamentos suspeitos e evitar crimes antes que aconteçam. A tecnologia é usada por indústrias e condomínios, com empresas como NoLeak, Actuate, AxxonSoft e Coram oferecendo soluções que conectam câmeras a algoritmos de análise. Especialistas alertam para a ausência de regulação e os riscos de vigilância sobre cidadãos comuns.
Como funciona a análise de imagens
O sistema converte imagens captadas pelas câmeras em metadados e aprende padrões normais de movimento. Quando ocorre um desvio, o software gera um alerta para operadores humanos, que decidem a ação a ser tomada sem intervenção automática. Nicolau Ramalho, da NoLeak, explica o processo.
O sistema se conecta à câmera, transforma a imagem em metadados e reconhece padrões. Se o padrão da imagem for alterado, ele emite um alerta
Nicolau Ramalho
Decisões deixadas para operadores
Os alertas são enviados a um sistema de gestão de vídeo, permitindo que o operador acione forças policiais ou equipes de segurança privada conforme julgar necessário. Essa abordagem mantém o controle humano sobre as respostas, mas depende da precisão dos padrões treinados pelos algoritmos.
Alertas sobre falta de regulação
Fernanda Rodrigues, do IRIS-BH, destaca que os sistemas podem afetar pessoas comuns, não apenas suspeitos. A falta de normas claras aumenta o risco de erros e de vigilância excessiva em espaços públicos e privados.
Não estamos falando somente de criminosos que vão ser efetivamente alcançados, mas também de cidadãos comuns que, a caminho do trabalho, podem passar por um sistema que levou a um erro
Fernanda Rodrigues
