Francesco Pantò, psiquiatra italiano, criou a anime therapy, uma técnica que usa narrativas de animes e mangás para ajudar pacientes a se abrirem durante sessões de terapia. O método evoluiu para um formato online em que o terapeuta aparece como personagem de anime, facilitando a expressão de emoções em um país como o Japão, onde a busca por ajuda psicológica ainda é limitada.
Origem da abordagem terapêutica
Pantò desenvolveu a ideia após vivenciar benefícios pessoais com animes, mangás e jogos durante a adolescência em Messina, na Sicília. Ele busca replicar essa sensação de bem-estar para tratar sintomas leves de depressão. O psiquiatra realizou um estudo de seis meses na Universidade Municipal de Yokohama com 20 japoneses entre 18 e 29 anos, cujos resultados devem ser publicados ainda em 2026.
Funcionamento com personagens de anime
Na prática, Pantò começou propondo perguntas sobre animes ou mangás preferidos dos pacientes para incentivar conversas sobre problemas pessoais. A técnica avançou para sessões digitais em que o terapeuta assume arquétipos como a irmã mais velha alegre ou o homem cavalheiro. Seis personagens foram criados para representar diferentes perfis comuns em animes e mangás.
Perspectiva dos personagens na terapia
Os personagens falam de suas próprias dificuldades superadas, oferecendo guias a partir de uma visão de quem já enfrentou traumas semelhantes. Essa abordagem permite que o terapeuta compartilhe sofrimentos de forma indireta, tornando o processo mais acessível e humano.
Eu me sentia muito sozinho. Foi nessa época que comecei a consumir mangás, animes e jogos. E, depois disso, passei a me sentir melhor.
Francesco Pantò
Eles são personagens de um mundo de fantasia, mas também são humanos que passaram por muitos traumas e problemas em suas vidas. Então eles falam da perspectiva de alguém que superou aquele tipo de problema e podem guiar o paciente.
Francesco Pantò
