A Meta foi denunciada ao Ministério Público de São Paulo por realizar ações em frente a escolas da capital paulista para promover recursos do Instagram voltados a crianças e adolescentes. A denúncia, protocolada no dia 27 de agosto de 2026 por Instituto Alana, CTRL+Z e Plataforma 12, aponta que representantes da empresa instalaram estandes, conduziram dinâmicas e distribuíram brindes minutos antes da saída dos alunos, sem autorização das direções ou dos pais. As organizações alegam que a iniciativa violou o Código de Defesa do Consumidor ao explorar a vulnerabilidade de menores de idade.
Detalhes da ação nas escolas
De acordo com os denunciantes, as atividades ocorreram em frente a unidades de ensino fundamental e médio na cidade de São Paulo. Os estandes foram montados em horários de grande circulação de estudantes, com o objetivo de chamar atenção para ferramentas do Instagram. A ausência de consentimento prévio das escolas e das famílias foi destacada como ponto central da irregularidade.
Alegações e defesa da meta
O Instituto Alana e as demais entidades sustentam que a campanha comercializou produtos digitais para um público sem plena capacidade de discernimento. Em contrapartida, a Meta afirma que a ativação tinha caráter educativo e visava informar sobre proteções disponíveis nas Contas de Adolescente. A empresa reforça seu compromisso com o ECA Digital e com a segurança de jovens no ambiente online.
Não é verdade a alegação de que a ação da Meta fora de escolas teve natureza comercial. Como parte de nosso compromisso com o ECA Digital, temos o dever de informar a sociedade sobre os recursos disponíveis em nossos aplicativos para proteger jovens no ambiente online. E essa ativação educativa foi parte de uma campanha mais ampla da Meta direcionada a adolescentes, pais e responsáveis. Estamos comprometidos com a segurança dos jovens e direcionamos adolescentes para experiências adequadas à sua faixa etária por meio das Contas de Adolescente, nas quais eles recebem automaticamente proteções padrão que limitam quem pode entrar em contato com eles, o conteúdo que veem e o tempo que passam no Facebook e no Instagram.
Meta
O Ministério Público de São Paulo agora analisa as informações apresentadas para decidir sobre eventuais medidas. O caso reacende o debate sobre limites de ações promocionais direcionadas a menores em espaços públicos próximos a instituições de ensino.
