O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, anunciou a suspensão temporária do uso de inteligência artificial por alunos das escolas públicas da cidade, da pré-escola até a 8ª série. A medida afeta cerca de 600 mil estudantes e vale durante o ano letivo que começa em 10 de setembro de 2026 e vai até junho de 2027. A decisão proíbe softwares de IA generativa e chatbots de companhia, enquanto permite que professores utilizem essas ferramentas para planejamento de aulas.
Restrições visam desenvolver habilidades sem dependência tecnológica
A proibição inclui cerca de 40 ferramentas educacionais baseadas em IA e foca na preservação do pensamento crítico desde os primeiros anos de escolaridade. Além disso, o anúncio prevê a criação de aulas de alfabetização em IA e programas piloto supervisionados para séries mais avançadas. A iniciativa questiona a ideia de que a tecnologia deve ser integrada de forma irrestrita ao ambiente escolar.
Conexão humana permanece no centro do aprendizado
De acordo com o prefeito, as crianças precisam de professores e de interação presencial para aprender e crescer de forma integral. Ele destacou que os estudantes devem desenvolver habilidades ao lado de seus pares e resolver problemas complexos por conta própria, sem mediação de algoritmos.
A indústria de tecnologia quer que acreditemos que a educação infantil impulsionada por inteligência artificial não só é inevitável, como também necessária. Nós não vemos as coisas dessa forma
Mamdani
As crianças precisam de professores e de conexão humana para aprender e crescer. Elas precisam desenvolver habilidades ao lado de seus pares, construir relacionamentos com educadores e lidar com problemas complexos por conta própria
Mamdani
