O ator José Loreto, diagnosticado com diabetes tipo 1 desde os 14 anos, utiliza um sensor de monitoramento contínuo de glicose fixado no braço para acompanhar seus níveis de glicemia em tempo real e evitar complicações decorrentes das oscilações típicas da condição.
Funcionamento do sensor no cotidiano
O dispositivo é aplicado na pele por meio de um filamento fino que permanece inserido no líquido intersticial. Ele registra os valores de glicose de forma contínua e transmite os dados diretamente para um celular ou leitor dedicado, emitindo alertas sobre tendências de hipo ou hiperglicemia antes que os níveis se tornem críticos.
Essa tecnologia reduz a necessidade de punções frequentes e permite ajustes imediatos na rotina, especialmente durante alimentação, atividade física, sono ou períodos de estresse.
Importância do controle na diabetes tipo 1
Na diabetes tipo 1, o pâncreas não produz insulina, o que exige monitoramento constante para manter a glicose dentro de faixas seguras. O endocrinologista Clayton Macedo, da SBEM e do Hospital Israelita Albert Einstein, ressalta que o acompanhamento especializado ajuda os pacientes a interpretarem os dados e adaptarem o tratamento de maneira precisa.
Benefícios do monitoramento contínuo
O uso do sensor proporciona maior previsibilidade e qualidade de vida, pois identifica padrões que exames pontuais não revelam. Pacientes como José Loreto conseguem antecipar variações e tomar decisões informadas sem interrupções desnecessárias nas atividades diárias.
