A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou em setembro de 2026 um estudo que propõe mudanças na composição do etanol hidratado combustível para dificultar seu desvio para a fabricação clandestina de bebidas alcoólicas. A iniciativa envolve o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o Tribunal de Contas da União (TCU), produtores de etanol, distribuidores, a Anfavea e a Câmara Setorial da Cachaça. O objetivo central é evitar novas tragédias como as mortes por metanol registradas em 2025.
Iniciativas para alterar a composição do etanol
Duas ações principais foram definidas no estudo aprovado pela ANP. A primeira prevê a adição obrigatória de corante verde ao etanol nas usinas a partir de 2027, em caráter provisório. A segunda contempla a inclusão de benzoato de denatônio de forma definitiva, dependendo de testes de viabilidade técnica e econômica que ainda serão realizados.
Prevenção de desvios e segurança do consumidor
As alterações visam proteger o mercado legítimo de combustíveis e bebidas no Brasil. Produtores e distribuidores participaram das discussões para garantir que as medidas não impactem negativamente a qualidade do etanol hidratado combustível. A implementação gradual busca equilibrar a segurança pública com a viabilidade operacional do setor.
