Entre um terço e metade dos trabalhadores no Reino Unido continuam a exercer suas funções mesmo quando estão doentes, um padrão conhecido como presenteísmo que contrasta com a postura de gerações mais jovens, mais atentas ao bem-estar e à saúde mental.
O fenômeno do presenteísmo no Reino Unido
Trabalhadores no Reino Unido mantêm o ritmo profissional apesar de se sentirem mal por associar o emprego à própria identidade pessoal. Esse vínculo leva ao engajamento excessivo e reduz a disposição para pausas necessárias. Gerações mais antigas demonstravam maior tolerância a essa entrega incondicional, o que perpetuava o ciclo de presenteísmo.
Diferenças entre gerações no ambiente de trabalho
Gerações mais jovens priorizam intervalos para cuidar da saúde mental e a veem como parte integrante do bem-estar geral, em vez de algo a ser ignorado. Essa mudança de comportamento reflete uma preocupação crescente com o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Dados indicam que a tendência já aparece de forma clara entre os profissionais mais novos.
Opinião do professor Cary Cooper
O professor Cary Cooper, psicólogo da Universidade de Manchester, analisa as razões por trás do fenômeno. Ele observa que o trabalho ocupa lugar central na identidade de muitos indivíduos, favorecendo a continuidade das atividades mesmo em condições adversas.
Talvez as gerações mais antigas tenham sido mais tolerantes [com a entrega incondicional ao trabalho], mas isso não significa necessariamente que essa escolha seja saudável
Cary Cooper
Quando se trata de fazer uma pausa, os trabalhadores mais jovens parecem mais dispostos a encarar o bem-estar mental como parte de sua saúde geral, em vez de algo que deva ser simplesmente ignorado.
Cary Cooper
