Mercosul e Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) – que reúne Islândia, Noruega, Suíça e Liechtenstein – fecharam um acordo comercial que inclui produtos do agronegócio dos quais o Brasil é um importante exportador. Especialistas e representantes do setor avaliam a parceria como positiva, em um ambiente de escalada no protecionismo internacional.
A declaração conjunta foi apresentada no início deste mês, em Buenos Aires, capital da Argentina, durante a reunião de cúpula do bloco sul-americano. Foram pelo menos 14 rodadas de negociação para se chegar a um consenso. O tratado prevê melhorias no acesso a mercados para 97% das exportações das duas partes.
Os dois blocos chegaram a um acordo antes de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma nova rodada de tarifas de importação contra diversos países, inclusive o Brasil. O governo brasileiro aproveitou a ocasião para marcar sua posição pelo multilateralismo e das normas comerciais internacionais, o que reiterou, posteriormente, na cúpula do Brics, ao lado de China, Rússia, Índia e África do Sul.
Em seu perfil no LinkedIn, a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, afirma que o tratado com a EFTA permitirá a atração de investimentos e aumento de exportações. E reforça a posição a favor de um comércio com regras. “Para o Brasil, este acordo significa maior acesso a mercados de alta renda, reforçando nossa posição como um parceiro global confiável”, afirma.

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