Desde o início de junho de 2026, operadoras de telefonia como TIM e Adyl Telecom protocolaram reclamações formais na Anatel contra o serviço Vivo Anti-spam, que bloqueia automaticamente chamadas massivas e fraudulentas, mas é acusado de impedir ligações legítimas de hospitais, órgãos públicos e outros serviços essenciais no Brasil.
Reclamações das operadoras concorrentes
TIM e Adyl Telecom alegam prejuízos aos usuários devido a bloqueios indevidos, incluindo serviços de saúde, e pedem que a Vivo pare de restringir chamadas legítimas. A Anatel, por sua vez, afirmou que busca o equilíbrio entre as empresas do setor e o bem-estar do consumidor durante a análise em andamento.
Visão de especialistas sobre o serviço
O presidente da Teleco, Eduardo Tude, comparou o funcionamento do anti-spam ao de filtros de e-mail e defendeu a necessidade de ajustes regulatórios. Ele destacou que a Vivo não pode bloquear chamadas legítimas e que a Anatel precisará criar mecanismos para evitar esses erros.
O anti-spam do telefone funciona como o do e-mail: de vez em quando, caem coisas que não deveriam ter caído. Não existe um anti-spam perfeito que vai bloquear só o que deve
Eduardo Tude
A Vivo não pode bloquear as chamadas legítimas. A Anatel vai ter que estabelecer algum mecanismo para evitar que isso aconteça
Eduardo Tude
