O técnico Carlo Ancelotti mantém o hábito de mascar goma durante as partidas de futebol, uma prática que adotou para substituir o cigarro. Especialistas em saúde bucal analisam os efeitos dessa rotina e destacam tanto os benefícios quanto os riscos quando o uso não é controlado. A ortodontista Maria Rita Sancho Rios Xavier explica que a goma sem açúcar, consumida com moderação, pode contribuir para a proteção dos dentes.
Substituição do cigarro e motivação inicial
Ancelotti trocou o tabagismo pela goma de mascar como forma de lidar com a ansiedade nas competições. Essa mudança gerou interesse sobre os impactos reais na saúde bucal, especialmente em um ambiente de alta pressão como o futebol profissional. A análise de evidências científicas mostra que o hábito pode trazer vantagens quando executado de maneira equilibrada.
Benefícios para a saúde bucal
O uso moderado de goma sem açúcar estimula a produção de saliva, o que ajuda a prevenir cáries e a reduzir o acúmulo de placa bacteriana. Estudos citados por profissionais da área reforçam que esse efeito protetor ocorre principalmente após as refeições, quando a saliva neutraliza ácidos na boca. A prática também pode contribuir para uma sensação de frescor e bem-estar durante atividades intensas.
Riscos do uso excessivo
Especialistas alertam que mascar goma em excesso pode provocar dores na mandíbula, desgaste dental e até problemas na articulação temporomandibular. Maria Rita Sancho Rios Xavier recomenda limitar o tempo de mastigação e escolher produtos sem açúcar para evitar complicações. O equilíbrio permanece essencial para que o hábito não se torne prejudicial à saúde a longo prazo.
