Um estudo publicado na revista Journal of the American College of Cardiology demonstra que medidas de gordura abdominal, como a circunferência da cintura e a relação cintura-quadril, identificam o risco de doenças cardiovasculares de forma mais precisa do que o IMC sozinho. A análise, conduzida com dados de quase 260 mil pessoas ao longo de uma média de 20 anos, compara essas métricas com categorias de IMC e avalia nove desfechos cardiovasculares principais. Pesquisadores liderados por Zeina A. Dardari concluíram que o uso exclusivo do IMC pode resultar em classificações incorretas do risco, especialmente em indivíduos com gordura abdominal elevada.
Precisão das medidas abdominais em foco
A comparação entre os indicadores mostrou que pacientes sem obesidade, com peso normal ou sobrepeso, mas com gordura abdominal aumentada, apresentam maior risco para eventos cardiovasculares. Os dados reforçam que a gordura visceral exerce impacto metabólico mais prejudicial, independentemente do peso total. Essa abordagem permite uma avaliação mais refinada do risco em diferentes perfis de pacientes.
Contribuição de especialistas para a interpretação
Basear-se exclusivamente no IMC pode levar a uma classificação incorreta do risco cardiovascular em uma ampla gama de desfechos cardiovasculares.
Basear-se exclusivamente no IMC pode levar a uma classificação incorreta do risco cardiovascular em uma ampla gama de desfechos cardiovasculares
Zeina A. Dardari
O estudo fundamenta a ideia de que não importa o peso total, mas onde está esse peso e, sobretudo, a gordura visceral, que é a que já sabíamos que era mais prejudicial metabolicamente.
O estudo fundamenta a ideia de que não importa o peso total, mas onde está esse peso e, sobretudo, a gordura visceral, que é a que já sabíamos que era mais prejudicial metabolicamente
Cristóbal Morales
O estudo mostrou que há pacientes sem obesidade, com peso normal ou com sobrepeso, que, com uma gordura abdominal elevada, têm maior risco desses nove eventos cardiovasculares maiores que aparecem no estudo.
O estudo mostrou que há pacientes sem obesidade, com peso normal ou com sobrepeso, que, com uma gordura abdominal elevada, têm maior risco desses nove eventos cardiovasculares maiores que aparecem no estudo
Cristóbal Morales
