O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta sexta-feira (11/7) taxas de juros que podem ser a ruína dos agricultores do Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Em uma reunião que mais pareceu uma sentença, o CMN definiu juros pré e pós-fixados para o crédito rural, com bônus de adimplência que pouco aliviam o fardo dos produtores.
As taxas variam de acordo com o porte do beneficiário e a finalidade do crédito, mas a realidade é que, mesmo com os bônus, os juros são uma faca no pescoço dos agricultores. No FCO, por exemplo, as taxas para investimentos chegam a 13,37% para os maiores produtores, enquanto no FNE e FNO as taxas não são menos assustadoras.
O Ministério da Fazenda tenta justificar essas taxas como necessárias para a execução do Plano Safra 25/26, mas a verdade é que essas decisões parecem mais um ataque aos produtores rurais do que uma ajuda. Projetos de baixo carbono e inovação tecnológica, que deveriam ser incentivados, ainda enfrentam juros que podem inviabilizar muitos empreendimentos.
É hora de questionar: até quando os agricultores terão que suportar essas taxas abusivas? A política agrícola parece estar mais interessada em sugar o máximo possível dos produtores do que em apoiá-los verdadeiramente.

Deixe um comentário