Política

CNU 2: Ministério mantém diálogo com MPF após questionamentos sobre cotas raciais

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou nesta terça-feira (8), em Brasília, que o ministério mantém diálogo e presta esclarecimentos ao Ministério Público Federal (MPF) após o pedido de suspensão do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) 2. Na semana passada, o MPF solicitou a suspensão do concurso devido a falhas na implementação das cotas raciais.

Em janeiro, o MPF recomendou a suspensão dos resultados finais do CPNU 1 até que as irregularidades fossem corrigidas. Esther Dweck destacou que o diálogo com o MPF começou com a primeira edição do concurso e que, apesar de uma notificação recente sobre uma ação, a falta de notificação sobre outra não impede o processo de continuar.

Após questionamentos iniciais sobre cotas raciais, o ministério contratou especialistas para as bancas de heteroidentificação, responsáveis por validar as autodeclarações raciais. A ministra explicou que, no CPNU 1, era necessária a aprovação da maioria dos membros da banca para confirmar a autodeclaração, com direito a recurso em caso de rejeição.

No CPNU 2, uma inovação foi implementada: se pelo menos uma pessoa em cada uma das duas bancas confirmar a autodeclaração, ela será validada. Essa mudança visa resolver dúvidas sobre a autodeclaração racial, mostrando uma evolução na política de cotas. O MPF, no entanto, alega que o concurso foi lançado sem corrigir falhas estruturais apontadas anteriormente.

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