O sistema Deter do Inpe registrou a menor área sob alerta de desmatamento na Amazônia nos últimos anos, com 2.874 km² perdidos entre agosto de 2025 e julho de 2026, o que representa uma redução de 36% em relação ao período anterior. Os números foram apresentados durante evento comemorativo dos 65 anos do instituto em São José dos Campos e reforçam a retomada de políticas de fiscalização no governo Lula. No Cerrado, a queda foi de 8%, totalizando 5.119 km², enquanto dados também foram divulgados para Mata Atlântica, Pampa e Caatinga.
Resultados por bioma e contexto da divulgação
Os dados do Deter orientam ações de fiscalização em tempo real, embora o Prodes continue a fornecer os números oficiais mais precisos. A legislação mais permissiva no Cerrado explica os índices ainda elevados nesse bioma, apesar da redução observada. A apresentação ocorreu de forma diferente da divulgação usual na madrugada, destacando o compromisso com transparência durante o evento do Inpe.
Posicionamento do governo e desafios futuros
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o compromisso de alcançar o desmatamento zero até 2030, destacando a necessidade de recursos e seriedade nas ações. Ele também mencionou articulações internacionais e a importância de não transformar o Brasil em mero exportador de riquezas.
Visão de especialistas sobre o cenário atual
Claudio Angelo, do Observatório do Clima, ressaltou que o Brasil aprendeu a reduzir desmatamento sem comprometer o crescimento do agronegócio. Ane Alencar, do Ipam, alertou para brigas no Congresso que ameaçam instrumentos como o embargo remoto e defendeu avanços na regularização fundiária e licenciamento no Cerrado.
Nós assumimos um compromisso que ninguém pediu para a gente assumir: chegar ao desmatamento zero até 2030. Se a gente continuar no ritmo que a gente está, com a seriedade que a gente está e colocando os recursos necessários, a gente pode atingir essa meta.
Luiz Inácio Lula da Silva
