O cantor e compositor alagoano Djavan, de 77 anos, afirmou que nunca alterou seu estilo musical para agradar o mercado ou as plataformas digitais. A declaração foi dada em entrevista ao Metrópoles às vésperas de seu show em Brasília, marcado para este sábado, 27 de junho de 2026, no auditório do Museu Nacional da República, como parte do festival João do Vale – O Musical. O artista reforçou sua prioridade pela criação de obras consistentes que reflitam sua trajetória pessoal.
Compromisso com a autenticidade
Djavan destacou que seu foco permanece na elaboração de músicas com começo, meio e fim, em vez de buscar sucessos momentâneos. Ele ressaltou ainda que escuta diversos gêneros, como rock, jazz e samba, mas o resultado final sempre carrega sua identidade. O show integra um tributo ao compositor João do Vale, que o artista descreveu como um dos maiores nomes da música brasileira.
Meu prazer é fazer uma obra. Não é fazer um sucesso. É fazer uma obra que tenha começo, meio e fim. Uma obra que dialogue com a minha vida toda
Djavan
Música como tradução da vida
O compositor explicou que a música deve refletir os altos e baixos da existência humana, sem pressa para atender tendências passageiras. Ele se definiu como perfeccionista e afirmou que o público tem acompanhado sua trajetória ao longo das décadas. A apresentação em Brasília promete reunir fãs em torno de um repertório que prioriza emoção e longevidade.
A música é a tradução da vida. A vida é cheia de altos e baixos, de alegrias e tristezas. A música tem que ter isso também
Djavan
