A Fundação EVZ completa 25 anos do início dos pagamentos de compensações aos sobreviventes do trabalho forçado sob o regime nazista. Entre 2001 e 2007, a entidade distribuiu 4,4 bilhões de euros, cerca de 23,6 bilhões de reais, a 1,66 milhão de beneficiários em cerca de cem países. Criada em julho de 2000 com um fundo inicial de 5,16 bilhões de euros, a iniciativa envolveu o governo alemão e cerca de 6.500 empresas.
Origem e distribuição dos recursos
A EVZ surgiu para indenizar vítimas do trabalho forçado nazista, estimado em 26 milhões de pessoas entre 1933 e 1945. Os valores foram pagos a ex-trabalhadores e seus sucessores legais, com o fundo dividido entre o governo federal e a Iniciativa da Fundação da Indústria Alemã. Os recursos alcançaram beneficiários em diversos setores da sociedade alemã da época, incluindo fábricas, agricultura e residências.
Opiniões sobre a indenização
Apesar do volume pago, os valores foram considerados insuficientes. A diretora Andrea Despot afirmou: “Se você me perguntar: foi um fundo grande? Não, claro que não, considerando a injustiça”. Ela acrescentou que quase todos os setores se beneficiaram da exploração, e o fundo não compensou os danos sofridos. O historiador Constantin Goschler resumiu: “No fim, foi basicamente uma solução simbólica”.
Legado após 25 anos
A fundação EVZ continua a atuar na memória e responsabilidade histórica. Os pagamentos, concluídos em 2007, marcaram um esforço coletivo para reconhecer a exploração vivida por milhões de pessoas. O aniversário em junho de 2026 reforça a importância de manter viva essa reflexão sobre o passado nazista.
