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GoiásFomento libera R$ 59,6 milhões, mas gera só 3 mil empregos e falha contra desigualdades

Prédio da GoiásFomento em Goiânia, com notas de real e contraste de desigualdades urbanas no cerrado goiano.

Apesar dos esforços da GoiásFomento em liberar R$ 59,6 milhões em crédito para micro, pequenos e médios empreendedores goianos em 2025, gerando apenas 3.048 empregos, o impacto parece insuficiente para combater as persistentes desigualdades econômicas no estado de Goiás, no Brasil. Com projeções de expansão digital para 2026, como o lançamento do Pequi Digital, a agência enfrenta críticas por não abordar adequadamente os desafios de acesso ao financiamento em um cenário de instabilidade econômica. Especialistas questionam se essas medidas serão capazes de reverter o quadro de desemprego e fragilidade empresarial que assola a região.

Desempenho questionável em 2025

A GoiásFomento, sob a presidência de Rivael Aguiar Pereira, realizou 1.173 operações de crédito em setores como agronegócio e turismo, utilizando repasses de fundos como FCO, Fungetur, Finep e BNDES. No entanto, programas como GoiásFomento Até Você revelam limitações, com juros subsidiados e processos simplificados que, apesar das intenções, não conseguiram impulsionar um crescimento robusto. Essa liberação de recursos, embora vise fortalecer políticas estaduais, destaca a lentidão na redução de desigualdades, deixando muitos empreendedores à margem do desenvolvimento.

Os resultados refletem o avanço das nossas estratégias de fomento, com juros subsidiados, garantias e processos simplificados, que tornam o crédito mais acessível aos empreendedores goianos.

Rivael Aguiar Pereira, presidente da agência, defende as ações, mas o tom otimista contrasta com a realidade de um mercado ainda volátil.

Projeções incertas para 2026

Para 2026, a GoiásFomento planeja uma expansão digital com o Pequi Digital, prometendo maior agilidade e transparência na aplicação de recursos. Contudo, essa iniciativa surge em meio a preocupações sobre a efetividade de políticas que priorizam o impacto social e econômico, mas falham em lidar com barreiras estruturais como burocracia e instabilidade financeira. O foco em ampliar o acesso ao financiamento pode não ser suficiente para mitigar os riscos de uma economia goiana fragilizada por desigualdades persistentes.

Os programas operados pela GoiásFomento garantem agilidade, controle e transparência na aplicação dos recursos. A eficiência da gestão demonstra o compromisso do Estado em direcionar investimentos a quem mais precisa, fortalecendo a rede de proteção social e reduzindo desigualdades.

Embora Rivael Aguiar Pereira destaque o compromisso estadual, analistas apontam que tais esforços correm o risco de se tornarem meras promessas sem resultados concretos, especialmente em um ano desafiador como 2026.

Impactos sociais e econômicos limitados

A geração de 3.048 empregos em 2025 representa um avanço modesto, mas insuficiente para atender à demanda de um estado com altos índices de desemprego entre micro e pequenos empreendedores. A ênfase em setores como agronegócio e turismo ignora outras áreas críticas, exacerbando desigualdades regionais no Goiás. Com a expansão digital no horizonte, resta saber se a GoiásFomento conseguirá superar essas limitações e entregar um impacto mais substancial.

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