O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, após a 17ª Cúpula de Líderes do Brics, que o grupo não nasceu para confrontar ninguém, mas para representar uma nova forma de fazer política. A cúpula ocorreu no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, e reuniu líderes dos países membros por dois dias. Lula destacou que o Brics busca uma abordagem mais solidária e não deseja um mundo tutelado.
Lula criticou o Fundo Monetário Internacional (FMI) por financiar países pobres e impor medidas de austeridade que dificultam a recuperação econômica. Ele mencionou que esses modelos de austeridade tornam a dívida impagável, levando países à falência. Além disso, ele questionou a estrutura do Conselho de Segurança da ONU, onde apenas cinco países têm poder de veto, apontando a necessidade de mudanças no cenário global pós-Segunda Guerra Mundial.
O presidente também criticou a ofensiva israelense na Faixa de Gaza, afirmando que a justificativa de guerra contra o Hamas não se sustenta quando se veem as mortes de inocentes, mulheres e crianças. Lula reforçou a necessidade de um mundo mais justo e representativo, onde o Brics pode desempenhar um papel crucial, especialmente com o apoio de China e Rússia às aspirações do Brasil e da Índia no Conselho de Segurança.

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