O Ministério da Saúde avalia a incorporação de canetas emagrecedoras ao Sistema Único de Saúde após a expiração de patentes, mas ainda não existe previsão para a oferta desses medicamentos na rede pública em razão do alto custo. A análise ocorre em meio a registros recentes de versões nacionais pela Anvisa e segue a negação de incorporação registrada em 2025 por impacto orçamentário superior a oito bilhões de reais.
Expiração de patentes e novas aprovações
A patente da semaglutida expirou em março de 2026, o que permitiu o registro de medicamentos similares produzidos por laboratórios brasileiros. Em junho de 2026 a Anvisa aprovou o Ozivy e, em 29 de julho do mesmo ano, liberou cinco novos medicamentos. Até o momento, a agência recebeu 18 pedidos de registro, abrindo caminho para versões mais acessíveis fabricadas por empresas como EMS, Brainfarma, Aché, Eurofarma, Cristália e Blanver.
Desafios orçamentários e pacientes do sus
O alto custo dos medicamentos originais impediu a incorporação anterior, conforme avaliação da Conitec. Com a redução de preços possibilitada pela quebra de patentes, o tema volta a ser discutido, beneficiando pacientes com obesidade atendidos pelo SUS. O Ministério da Saúde mantém acompanhamento das avaliações técnicas sem data definida para eventual inclusão na rede pública.
