Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal revelou a existência de um grupo que planejava atentados contra políticos e prédios públicos em Brasília. Os envolvidos, que nunca se encontraram pessoalmente, atuavam por meio de conversas em dois grupos do Telegram monitorados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. As discussões incluíam fabricação de explosivos, coquetéis Molotov e disseminação de discursos de ódio com viés neonazista.
Planejamento de atentados em grupos restritos
O grupo maior contava com mais de 600 integrantes, enquanto o restrito reunia 46 pessoas e exigia links ou buscas exatas para acesso. Os administradores buscavam identificar membros dispostos a cometer atos violentos, conforme relatório do Ciberlab. As conversas abordavam cálculo de quantidades e custos de materiais, além de incentivo explícito à violência e misoginia.
Ideologia neonazista e monitoramento oficial
O perfil de um dos grupos exibia foto de Hitler, reforçando a disseminação de ideologia neonazista. O ministro Wellington César Lima e Silva acompanhou as ações e destacou a gravidade das evidências coletadas. As investigações continuam para identificar todos os participantes e prevenir qualquer ação concreta.
Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios
Wellington César Lima e Silva
