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Trump autoriza empresas privadas a realizar ciberataques contra PCC e CV

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 6 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 6 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou em 12 de agosto de 2026 um memorando que autoriza empresas privadas americanas selecionadas a conduzirem operações de vigilância e efeitos cibernéticos contra organizações criminosas transnacionais. A medida envolve grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) e busca ampliar o combate a fraudes e ataques digitais que atingem cidadãos, empresas e interesses norte-americanos. O documento foi emitido pela Casa Branca e conta com supervisão do Departamento de Justiça e do Departamento de Segurança Interna.

Regras e supervisão das operações

As empresas aprovadas atuarão sob coordenação do Centro Nacional de Coordenação (NCC). Elas deverão apresentar garantia financeira de um milhão de dólares e seguir normas que serão definidas em até sessenta dias. O memorando permite tanto ações de vigilância quanto operações de efeitos cibernéticos, sempre dentro de limites estabelecidos pelo governo federal. Essa estrutura busca garantir que as capacidades tecnológicas do setor privado sejam empregadas de forma controlada e alinhada aos interesses nacionais.

Objetivo da parceria público-privada

A iniciativa visa fortalecer a resposta dos Estados Unidos contra fraudes e ataques cibernéticos realizados por redes criminosas transnacionais. Ao integrar empresas privadas ao esforço governamental, o memorando pretende aproveitar recursos avançados de inteligência digital que complementam as ações tradicionais das agências públicas. O governo destacou que a medida não substitui órgãos oficiais, mas amplia o alcance das investigações e das respostas operacionais.

Alcance e grupos visados

Organizações brasileiras como o PCC e o CV estão entre os alvos potenciais citados no memorando. A autorização reflete a preocupação crescente com o uso de ferramentas digitais por redes criminosas que operam além das fronteiras. O texto não detalha operações específicas, mas estabelece o marco legal para que empresas americanas participem desse esforço de forma regulada e supervisionada.

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