As vendas de tadalafila no Brasil cresceram mais de 2.000% entre 2015 e 2025, saltando de cerca de 3 milhões para quase 75 milhões de caixas. O aumento reflete a procura de homens jovens e saudáveis por melhor desempenho sexual e físico, especialmente frequentadores de academia. Profissionais de saúde e órgãos reguladores, como Anvisa e Ministério da Saúde, alertam para os riscos do consumo sem indicação médica.
Crescimento impulsionado por redes sociais
Influenciadores e plataformas digitais promovem o medicamento para uso off-label, associando-o ao ganho de massa muscular e à performance sexual. Essa narrativa atrai usuários que buscam resultados rápidos sem consultar especialistas. A ausência de evidências científicas robustas não impede a disseminação dessas mensagens entre o público jovem.
Alertas de órgãos reguladores
Anvisa e Ministério da Saúde reforçam que o tadalafila deve ser utilizado apenas sob prescrição para tratar disfunção erétil ou hipertensão pulmonar. O uso indiscriminado pode causar efeitos colaterais graves, como alterações cardiovasculares. Especialistas destacam a necessidade de maior fiscalização para conter o consumo abusivo.
Impacto no cenário de saúde pública
O fenômeno revela uma tendência preocupante de automedicação entre homens saudáveis. Profissionais de saúde orientam que a busca por desempenho físico ou sexual não substitui hábitos saudáveis e acompanhamento médico adequado. O aumento nas vendas exige atenção contínua das autoridades para proteger a população.
