Vilma Zago foi diagnosticada com carcinoma de células de Merkel depois de notar um nódulo na virilha esquerda durante uma consulta do marido Gilson. O achado ocorreu de forma incidental em um consultório de dermatologia, possivelmente na Serra Gaúcha, enquanto o casal acompanhava o histórico de melanoma avançado de Gilson, tratado em 2004. O oncologista Stephen Stefani conduziu a investigação que confirmou o novo tumor.
Descoberta durante acompanhamento
Vilma mencionou o nódulo ao médico, que realizou uma punção com agulha fina seguida de cirurgia para remoção completa. O laudo patológico confirmou o carcinoma de células de Merkel. O caso contrasta com o tratamento recebido por Gilson duas décadas antes, quando a abordagem se limitava à ressecção e observação. Hoje, a imunoterapia oferece opções mais precisas e com menor impacto prolongado no paciente.
O protocolo era ressecar a doença e torcer para que ela não voltasse
Stephen Stefani
Evolução dos tratamentos oncológicos
A exposição solar prolongada na infância de Gilson contribuiu para o melanoma. O diagnóstico de Vilma reforça a importância do acompanhamento médico conjunto em famílias com histórico de câncer de pele. A detecção precoce permitiu intervenção cirúrgica imediata e reduz o risco de complicações futuras.
O paciente ficava como se estivesse com uma gripe intensa que durava anos
Stephen Stefani
Especialistas destacam que o carcinoma de células de Merkel, embora raro, exige atenção redobrada em pacientes com antecedentes familiares. O caso ilustra como o avanço da oncologia transforma prognósticos e qualidade de vida.
