Caso de Polícia

Ministério Público cumpre mandados em Porangatu e Anápolis em operação contra esquema de venda de ‘rebite’

O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, do Ministério Público de Goiás (MPGO), cumpriu, nesta quinta-feira, 13, quatro mandados de busca e apreensão no estado em uma ação contra um esquema de produção, distribuição e comercialização em larga escala de comprimidos de anfetaminas, mais conhecidos como ‘rebite’. O cumprimento dos mandados aconteceu no âmbito da Operação Ephedra, deflagrada em dezembro do ano passado e que, na época, culminou na apreensão de mais de R$ 320 milhões, 53 armas e meio milhão de comprimidos de anfetamina.

A operação, inclusive, é a mesma que mirou o agora ex-vereador de Ceres, Osvaldo José Seabra Júnior, conhecido como Osvaldo Cabal, suspeito de integrar a organização criminosa. Ele foi alvo de mandado de prisão e, mesmo assim, conseguiu ser empossado como parlamentar no município. No entanto, acatando a uma recomendação do próprio MPGO, a Câmara Municipal de Ceres suspendeu o mandato de Osvaldo e, depois, o cassou.

Nesta quinta, o Gaeco cumpriu três mandados no município de Porangatu e um em Anápolis. O MPGO informou que, além da busca e apreensão física de bens, foi autorizado o sequestro e bloqueio de valores mantidos em instituições financeiras, além de imóveis e veículos de cinco pessoas físicas e uma pessoa jurídica, no valor de até R$ 30 milhões.

A Operação Ephedra, fruto de uma parceria entre o MPGO e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e deflagrada no dia 10 de dezembro de 2024, cumpriu, na época, mandados em Goiás, nos municípios de Anápolis, Trindade, Goianira, Ceres, Rialma, Porangatu, Campinorte, Nova Crixás e Mara Rosa; Tocantins, em Talismã; Bahia, em Luis Eduardo Magalhães e São Paulo, no município de Salto.

Na ocasião, participaram da operação 268 policiais rodoviários federais e 96 integrantes do MPGO, incluindo 29 promotores de Justiça e 46 servidores, além de cães farejadores treinados para localizar entorpecentes.

O rebite, que era comercializado pelos criminosos, é uma droga ilícita que age diretamente no sistema nervoso central e faz com que as capacidades físicas e psíquicas da pessoa fiquem mais rápidas por um determinado tempo. Alguns caminhoneiros que dirigem por longas distâncias costumam recorrer a ela para se manterem acordados, submetendo-se aos efeitos colaterais da droga – que causa dependência e pode levar à morte.

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