A morte trágica de uma menina de 11 anos no Parque Nacional da Serra Geral expõe falhas críticas na segurança dos parques nacionais. O acidente ocorreu no Cânion Fortaleza, em Cambará do Sul (RS), e levanta questionamentos sobre a eficácia das políticas de segurança adotadas pela concessionária Urbia Cânions Verdes.
Apesar de a empresa afirmar que orienta turistas e mantém placas de sinalização, a realidade é que essas medidas parecem insuficientes. A presença de uma equipe de segurança com bombeiros civis é positiva, mas a opção de contratar guias registrados no Cadastur ser opcional pode ser um erro grave, especialmente em trilhas de nível médio e intermediário.
O Protocolo Operacional de Visitação (Prov), aprovado pelo ICMBio, detalha as regras de segurança, mas a tragédia sugere que a implementação dessas normas está aquém do necessário. O ICMBio, ao afirmar que não detectou falhas sistêmicas, parece estar minimizando a gravidade da situação, o que é preocupante.
Luiz Del Vigna, da Abeta, reconhece os riscos inerentes ao turismo de aventura, mas a falta de medidas mais rigorosas e obrigatórias para garantir a segurança dos visitantes é um ponto crítico que precisa ser urgentemente revisto para evitar futuras tragédias.

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