A Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA) e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) estão promovendo a segunda turma do programa “Saber em Construção”, que visa capacitar profissionais da construção civil em comunicação, marketing e liderança. No entanto, o curso, que vai de 15 de agosto a 14 de novembro, está sendo criticado por seus preços exorbitantes e pela inclusão de módulos que muitos consideram desnecessários, como um módulo presencial no Rio de Janeiro onde transporte e hospedagem não estão inclusos.
Com um total de 12 módulos, a programação inclui desde aulas presenciais em Salvador até uma experiência imersiva em São Paulo, mas a carga horária de 144 horas e o custo elevado levantam suspeitas sobre a real necessidade e eficácia do programa. A presença de nomes como Diego Oliveira, Viviane Narducci e Gustavo Franco entre os instrutores é questionada, dado o preço do curso e a falta de transparência sobre como esses custos são justificados.
A iniciativa, que deveria ser uma oportunidade de desenvolvimento profissional, está se tornando um exemplo de como a educação executiva pode ser elitizada e inacessível, afastando muitos profissionais que poderiam se beneficiar, mas não têm condições de arcar com os custos. É hora de questionar se a verdadeira intenção é capacitar ou apenas lucrar com a necessidade de formação contínua no mercado imobiliário.

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