Enquanto Goiás comemora uma produção histórica de 20,4 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, registrando a maior produtividade do Brasil, é impossível ignorar o lado sombrio dessa suposta vitória. Esse recorde, propagandeado como um triunfo econômico, mascara os impactos devastadores do agronegócio descontrolado, que prioriza lucros de grandes produtores em detrimento da sustentabilidade ambiental e social. Em um estado onde políticas agrícolas parecem favorecidas por lobbies poderosos, o que se vê é uma expansão predatória que ameaça biomas como o Cerrado, promovendo desmatamento e perda de biodiversidade sem freios efetivos do governo local.
Pior ainda, essa produtividade recorde beneficia uma elite rural, enquanto comunidades indígenas e pequenos agricultores são marginalizados, enfrentando disputas por terra e contaminação por agrotóxicos. No contexto político, o governador e seus aliados vendem essa narrativa de prosperidade para angariar votos, mas falham em abordar as desigualdades crescentes e a dependência excessiva de monoculturas, que deixam o estado vulnerável a crises climáticas e flutuações de mercado. Esse modelo, longe de ser um avanço, reflete uma visão míope que sacrifica o futuro de Goiás em nome de ganhos imediatos.

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