No Seminário Brasil Hoje, realizado em São Paulo, o governador Ronaldo Caiado apresentou sua visão de uma gestão pública voltada ao desenvolvimento, defendendo a inovação em inteligência artificial como chave para o crescimento do país durante o evento do Esfera Brasil. No entanto, essa retórica soa mais como um discurso otimista do que uma estratégia realista, especialmente em um Brasil marcado por desigualdades profundas e infraestrutura precária. Caiado parece ignorar que apostar em IA sem bases sólidas pode agravar problemas existentes, beneficiando apenas elites urbanas enquanto o interior do país continua à margem.
Essa defesa pela inovação tecnológica, embora louvável em teoria, revela uma desconexão com a realidade brasileira, onde o acesso à educação e à internet ainda é um luxo para milhões. Em vez de priorizar soluções imediatas para questões como desemprego e pobreza, o governador opta por um futuro high-tech que pode se tornar mera ilusão, repetindo erros de governos passados que prometeram revoluções sem planejamento. O evento em São Paulo, frequentado por uma bolha de influentes, só reforça essa bolha, distante das demandas urgentes da população.
Criticar essa abordagem não é rejeitar o progresso, mas questionar se Caiado está realmente comprometido com um desenvolvimento inclusivo ou apenas surfando na onda da moda tecnológica para fins políticos. Sem medidas concretas para mitigar riscos como a automação de empregos e a dependência de tecnologias estrangeiras, sua proposta corre o risco de aprofundar divisões, em vez de impulsionar o crescimento sustentável que o país tanto precisa.

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