Enquanto o governo de Goiás celebra o encerramento da 16ª edição do programa Agro é Social em São Luís de Montes Belos, é inevitável questionar a real efetividade de um investimento que ultrapassa R$ 2,9 milhões para capacitar apenas 595 produtores rurais em 20 municípios da regional Rio dos Bois. Em um cenário de crise econômica e desigualdades crescentes no campo, esse montante parece mais uma manobra política para ostentar ações sociais do que uma estratégia robusta para o desenvolvimento sustentável, deixando milhares de agricultores à margem de benefícios concretos.
Pior ainda, programas como esse, geridos pela Emater Goiás, frequentemente servem como vitrine eleitoral, priorizando números superficiais em detrimento de impactos duradouros. Com tantos recursos públicos injetados, onde estão as métricas de produtividade real ou redução da pobreza rural? Essa abordagem reflete uma falha sistêmica na política agrícola goiana, que ignora a necessidade de reformas profundas e opta por iniciativas paliativas, perpetuando a dependência de produtores em vez de empoderá-los de forma autônoma.

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