Uma comissão foi formada esta semana para investigar denúncias de agressão física e assédio na fábrica da Midea em Pouso Alegre, Minas Gerais. A iniciativa surgiu após reunião de urgência realizada em Belo Horizonte com representantes do Ministério do Trabalho, sindicatos e a própria empresa. O gestor chinês acusado dos incidentes foi afastado das funções enquanto as apurações prosseguem.
Denúncias motivam ação imediata
Os relatos incluem casos de funcionários agredidos com socos e com uma peça de PVC durante o expediente. As queixas de assédio e violência no ambiente de trabalho levaram os sindicatos a solicitar intervenção urgente das autoridades. A empresa confirmou a abertura de um processo interno para avaliar as condições de trabalho na unidade mineira.
Medidas de proteção e investigação
Além da formação da comissão, foi garantido que a vítima principal não sofrerá qualquer tipo de retaliação. Os envolvidos na reunião enfatizaram a gravidade dos fatos e a necessidade de evitar repetição em qualquer empresa. As investigações devem avaliar tanto as denúncias individuais quanto as práticas de gestão na fábrica.
A vítima que foi agredida está preservada, inclusive, por emprego. Não vai acontecer com ela nenhuma retaliação, mas é uma situação grave que não pode se repetir nem na empresa Midea e nem em nenhuma outra empresa
Carlos Calazans
