O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde a combinação de anfotericina B lipossomal e miltefosina para tratar leishmaniose visceral em pacientes imunocomprometidos. A decisão, publicada em 2 de julho de 2026 pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, amplia as opções terapêuticas disponíveis na rede pública após avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS.
Combinação de fármacos eleva eficácia do tratamento
O protocolo prevê o uso associado dos dois medicamentos, que atuam por mecanismos diferentes. Essa estratégia foi recomendada pela Conitec para reduzir a persistência do parasita e o risco de recaídas em pessoas com imunidade comprometida. A medida atende a uma demanda específica de pacientes que não respondem bem às terapias convencionais.
Oferta no SUS começa em até 180 dias
A portaria determina que a nova opção esteja disponível na rede pública em até 180 dias. Estados e municípios deverão adaptar seus fluxos de atendimento para garantir o acesso rápido e seguro. Especialistas destacam que a iniciativa representa avanço importante no manejo da doença em grupos vulneráveis.
Benefícios para pacientes imunocomprometidos
Com a incorporação, o Brasil amplia o arsenal contra a leishmaniose visceral, doença que exige tratamentos mais robustos em indivíduos com baixa imunidade. A mudança segue critérios técnicos rigorosos e reforça o compromisso do SUS com terapias baseadas em evidências.
