O açougueiro Marcus Vinícius Pereira Xavier foi extraditado de Portugal para Goiânia e iniciou o cumprimento de pena de 14 anos de prisão por participação no assassinato do radialista Valério Luiz, ocorrido em 5 de julho de 2012. A transferência ocorreu em 2 de julho de 2026, seguida de audiência de custódia em 4 de julho, que confirmou a legalidade da prisão na Casa de Prisão Provisória de Aparecida de Goiânia. O crime foi motivado por críticas feitas pela vítima à gestão do Atlético-GO, conforme condenação já transitada em julgado.
Contexto do processo e motivação do crime
O mandante Maurício Sampaio e outros condenados também respondem pelo homicídio, que gerou ampla repercussão na época em Goiás. Marcus Vinícius Pereira Xavier, que atuava como açougueiro, foi julgado como partícipe do atentado. A extradição marca o encerramento de uma etapa internacional do caso, já que o condenado permanecia em Portugal antes da devolução às autoridades brasileiras.
Posição da defesa e recursos em andamento
A defesa, representada pelo advogado Rogério Rodrigues de Paula, recorreu ao Superior Tribunal de Justiça para questionar o julgamento original. O objetivo é anular o veredicto com base em alegada nulidade na quesitação, o que poderia levar a um novo julgamento caso o recurso seja aceito.
Ele foi extraditado no final de semana, já passou pela audiência de custódia. Foi só uma questão de legalidade da prisão. Já está na Casa de Prisão Provisória. Nós temos um recurso especial no STJ, mas ele já começa agora a cumprir a pena
Rogério Rodrigues de Paula
No recurso especial, nós estamos tentando anular o julgamento por questão de quesitação, uma nulidade. Se der certo no STJ, ele vai a novo julgamento. Se não, vai continuar cumprindo a pena
Rogério Rodrigues de Paula
