O que era para ser um marco na saúde de Goiás pode se tornar um escândalo financeiro. O contrato para a construção do CORA, entregue sem licitação à Fundação Pio XII, sofreu sucessivos aditivos até bater a impressionante marca de R$ 2,58 bilhões.
A falta de freio nos gastos públicos ficou evidente nesta semana, quando o governador Daniel Vilela anunciou a intenção de comprar o prédio da Oncoclínicas por R$ 500 milhões. A comparação de custos é inevitável: o investimento no mercado privado (prédio da Oncoclínicas) reflete um custo de R$ 9,4 mil por metro quadrado. Já as obras do CORA custam impressionantes R$ 58,6 mil por metro quadrado ao contribuinte goiano.
