O uso excessivo de telas, a comparação social e o cyberbullying provocam uma crise global de saúde mental em crianças e adolescentes entre 3 e 17 anos, elevando casos de ansiedade, depressão, distúrbios do sono e burnout digital. Em Goiânia, os serviços do SUS, geridos pela Secretaria Municipal de Saúde e pela Secretaria de Estado da Saúde, intensificam ações de triagem e atendimento psicossocial para enfrentar o problema. O consumo passivo de conteúdos por mais de duas horas diárias, somado à luz azul emitida pelos dispositivos, aumenta os riscos de sintomas depressivos, insônia e transtornos alimentares.
Impactos do uso excessivo de telas
Pais e educadores relatam que a dependência digital compromete o desenvolvimento emocional e social dos jovens. A validação constante nas redes sociais reforça ciclos de comparação e cyberbullying, agravando quadros de sofrimento psíquico. Profissionais de saúde alertam que esses fatores, combinados, geram uma demanda crescente por intervenções precoces em unidades básicas e centros especializados.
Serviços de apoio do SUS em Goiânia
Em Goiânia, o atendimento está disponível nas UBS, no CAPSi Água Viva, localizado no Setor Sudoeste, e no CEESMI, no Jardim Goiás. As equipes multidisciplinares realizam triagem, oferecem suporte psicossocial e encaminham casos de forma gratuita. A iniciativa busca reduzir o tempo entre o surgimento dos sintomas e o início do tratamento, promovendo maior integração entre família, escola e rede de cuidados.
Recomendações para famílias e escolas
Especialistas recomendam limitar o tempo de tela, incentivar atividades presenciais e monitorar sinais de alterações no sono ou no comportamento. A parceria entre pais, educadores e serviços de saúde é considerada essencial para mitigar os efeitos do ambiente digital. Ações educativas contínuas visam prevenir o agravamento dos quadros e fortalecer a resiliência de crianças e adolescentes.
