Entregadores de aplicativos em Goiânia aderiram ao Breque Geral dos APPs na última semana e interromperam as entregas de alimentação na cidade. A mobilização, articulada principalmente pelas redes sociais, expôs a insatisfação dos trabalhadores com os valores repassados pelas plataformas, que não cobrem custos operacionais como combustível e manutenção. Organizações do movimento relataram episódios pontuais de tensão entre quem parou e quem aceitou corridas durante o período.
Reivindicações por remuneração mínima
Os entregadores reivindicam uma remuneração mínima de R$ 10 para entregas curtas e R$ 2,50 por quilômetro rodado. Segundo participantes, os valores atuais não compensam o tempo e os gastos envolvidos nas corridas, o que motivou a adesão coletiva ao breque. A ação em Goiânia faz parte de um movimento mais amplo que busca melhores condições de trabalho para a categoria em todo o país.
Organização e impactos locais
A paralisação foi coordenada por grupos de entregadores da capital goiana e gerou interrupções temporárias no serviço de alimentação por delivery. Embora não tenham ocorrido grandes confrontos, relatos indicam discussões entre trabalhadores que mantiveram as atividades e aqueles que apoiaram a suspensão. O episódio reforça a crescente organização da categoria por meio de canais digitais para defender seus interesses.
Perspectivas para o setor
Com o término da ação na última semana, os organizadores avaliam os resultados alcançados e planejam próximos passos. O Breque Geral dos APPs em Goiânia evidenciou demandas antigas da categoria e colocou em debate a sustentabilidade do modelo atual de remuneração oferecido pelas plataformas. Entregadores afirmam que continuarão mobilizados enquanto não houver avanços concretos nas negociações.
