Advogados inseriram comandos ocultos em petições iniciais para tentar manipular sistemas de inteligência artificial usados por tribunais brasileiros. A estratégia, baseada em prompt injection, buscava influenciar análises automatizadas e obter benefícios como justiça gratuita e tutela de urgência. O caso foi identificado em cortes de São Paulo, Pará e no Superior Tribunal de Justiça, gerando investigações internas.
Como a técnica foi aplicada
Os comandos foram adicionados em texto com fonte branca sobre fundo branco, invisível a leitores humanos, mas detectável por ferramentas de IA supervisionadas pelos tribunais. A petição inicial foi apresentada em 2025 e o despacho do juiz Diego Marcussi, do Tribunal de Justiça de São Paulo, ocorreu em 19 de maio. No dia seguinte, o STJ abriu investigação sobre a ocorrência.
Investigações em andamento
O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, em Pará, e cortes de Minas Gerais e Paraíba também registraram tentativas semelhantes. Advogadas como Luanna Alves e Cristina Castro participaram da identificação dos documentos. O Conselho Nacional de Justiça foi informado para avaliar medidas preventivas em todo o país.
Posicionamento dos envolvidos
O escritório do advogado João Vitor Rezende afirmou que conduz apuração interna para esclarecer os fatos.
está sendo conduzida apuração interna criteriosa para identificar a origem da ocorrência
Escritório do advogado João Vitor Rezende
Em nota adicional, o escritório garantiu que tomará providências para evitar repetição do episódio.
adotará todas as providências necessárias para que situação dessa natureza não se repita
Escritório do advogado João Vitor Rezende
