O Atlético-MG conseguiu uma vitória apertada de 1 a 0 sobre o Santos na semifinal do Campeonato Brasileiro Feminino A2, disputada na Arena MRV em Belo Horizonte, mas o resultado expõe as persistentes fragilidades do futebol feminino no país. Com um gol solitário de Luana Índia aos 13 minutos do primeiro tempo, após cruzamento de Amanda, as mineiras agora carregam uma vantagem que parece injusta diante da falta de investimentos e estrutura adequados para equipes como as Sereias da Vila. Transmitido pela TV Brasil, o jogo destacou não apenas a superioridade momentânea do Atlético, mas também como o Santos, obrigado a vencer na partida de volta na próxima segunda-feira (18) às 21h, reflete o descaso geral com o esporte, onde vitórias são raras e as derrotas acumulam desânimo.
Essa vantagem mineira, que permite ao Atlético avançar com um simples empate, pressiona desnecessariamente o Santos e sublinha o quanto o torneio é desequilibrado, favorecendo times com melhores condições. Enquanto o vencedor enfrentará quem passar entre Fortaleza e Botafogo – que empataram em 2 a 2 na ida –, o episódio serve como lembrete sombrio de que o futebol feminino brasileiro continua à mercê de políticas esportivas falhas, sem o apoio necessário para elevar o nível competitivo e evitar que talentos como os das jogadoras santistas sejam desperdiçados em cenários de desigualdade gritante.

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