Dois novos casos de possível cura do HIV foram anunciados na 26ª Conferência Internacional sobre AIDS, realizada no Rio de Janeiro. Os pacientes, um homem de 21 anos de Kansas City diagnosticado em 2018 com HIV e leucemia agressiva, além de outro com histórico de hepatite B, permanecem sem o vírus detectável após interromperem o uso de antirretrovirais. Esses anúncios elevam para 13 o total de casos semelhantes registrados pela Sociedade Internacional de Aids.
Histórico dos pacientes tratados
O paciente de Kansas City recebeu o transplante de células-tronco de uma doadora com a mutação CCR5-delta32 e suspendeu os antirretrovirais em fevereiro de 2025. Há 14 meses sem o medicamento, exames não detectam o vírus. O segundo paciente, que também passou pelo mesmo procedimento, completou 12 meses sem tratamento e apresenta os mesmos resultados negativos.
Mecanismo do transplante de células-tronco
O método utiliza células-tronco de doadoras portadoras da mutação rara CCR5-delta32, que impede a entrada das formas mais comuns do HIV nas células. Após o transplante, os pacientes interromperam os antirretrovirais e mantêm a supressão viral, conforme monitorado em exames regulares.
Contexto do anúncio na conferência
A revelação ocorreu em 27 de julho de 2026 durante o evento no Brasil e reforça o potencial do transplante como estratégia em casos específicos. Especialistas destacam que o procedimento ainda se limita a pacientes com outras condições graves, como cânceres hematológicos, mas representa avanço significativo na pesquisa sobre o HIV.
